Assim eu não consigo mais viver

Eu comecei a fumar maconha quando tinha 8 anos. Meu avô consumia por razões medicinais, então, eu o via fumando toda hora. Se ele deixasse um pouco de lado, eu pegava e saía para fumar.

Nós nos mudamos para Michigan quando eu tinha 12 anos, e é difícil mudar para um lugar novo nessa idade. Em um ano, só fiz dois amigos. Por causa disso, fumava maconha com mais frequência. Foi assim que lidei com a situação. Um dia, meus amigos me seguiram até o parque e me flagraram; a partir daí, ficaram sem falar comigo por cerca de um ano e meio. De nada me valeu ter dois amigos. Agora não tinha mais nenhum.

Fiquei muito deprimido. Não ter ninguém para conversar faz isso com você. Comecei a usar drogas mais pesadas e, então, percebi que não tinha mais dinheiro e precisava conseguir mais. Assim, comecei a traficar. Fiquei bom nisso e ganhei muito dinheiro. Minha vida chegou a ser ameaçada várias vezes por algumas das pessoas com quem eu estava envolvido. E meus pais não faziam ideia de nada.

Durante todo esse tempo, fiquei muito, muito mal. Sentia que ninguém me compreendia de verdade. A droga era a única coisa que me distraía um pouco e me deixava feliz. Às vezes, quando ficava muito deprimido, jogava roleta russa: colocava uma bala numa arma e puxava o gatilho enquanto apontava para a minha cabeça.

Numa noite, em 3 de janeiro de 2015, arranjei muita maconha. Tinha, provavelmente, $200 de baseado espalhado pela mesa do meu quarto. Havia decidido que ou eu me mataria naquela noite, ou fumaria toda a erva que tinha. Estava com uma faca também; meu plano era cortar meus pulsos. Mas eu botei a música num volume muito alto, então minha mãe entrou no quarto. Ela se deparou com toda aquela cena e se assustou. Ela se deparou com toda aquela cena e se assustouAchou que a maconha era toda do meu avô. Chamou meu pai, que também entrou no quarto, e começou a surtar também.

Havia decidido que ou eu me mataria naquela noite, ou fumaria toda a erva que tinha.

Naquela época, meu pai e eu estávamos tendo problemas, então a presença dele lá só piorou a situação. Ele ameaçou ligar para o meu avô, o que provavelmente causaria problemas para ele. Eu ainda estava segurando a faca e a apontei para o meu pai. Não me lembro como minha mãe tirou a faca das minhas mãos, mas ela conseguiu. Aquela noite foi um ponto de virada na minha vida. Fiquei realmente assustado.

Depois disso, comecei a receber ajuda para lidar com a depressão. Tomei antidepressivos e fiz terapia. Desde aquela noite em janeiro, não fumei mais maconha, o que definitivamente ajudou. Embora eu ainda tenha momentos de raiva, sou capaz de lidar com minhas emoções através do taekwondo. E fiz muito mais amigos.

Talvez você se identifique com a sensação de estar totalmente sozinho(a) e ser completamente incompreendido. Talvez esteja até mesmo pensando em tirar sua própria vida. Conversar sobre o que você está passando ajuda muito. Caso deixe suas informações abaixo, alguém entrará em contato para ouvir sua história e ajudá-lo(a). Saiba que você não está sozinho(a) nisso.

Crédito de la foto Colton Witt