Sozinha para sempre?

No verão passado eu fui para um casamento acompanhando um amigo e acabei pegando o buquê. Quando eu levei ele de volta pra mesa, ele comentou - intensa e desnecessariamente - que nós não éramos um casal. Foi um duro lembrete de que eu estava ali preenchendo uma cadeira e um cartão, mas que eu não deveria criar esperanças de usar meu próprio vestido branco tão cedo. Nós éramos só amigos.

Eu adoro ir a casamentos. Eu estou em um momento da minha vida em que eu vou para alguns todo ano. É divertido me vestir bem e celebrar com as pessoas que eu amo, e é sempre uma honra ser parte da festa de casamento. Mas enquanto eu vou envelhecendo, eu sinto eles cada vez mais difíceis.

Já me disseram várias vezes que coisas boas vem para os que esperam. Mas eu já esperei muito tempo! Eu sinto como se estivesse presa num limbo: já fora do mundo em que eu sou encorajada a ser solteira, mas ainda não um membro do mundo dos casados como muitos dos meus amigos. Eu não sei quando, ou mesmo se, eu serei convidada neste mundo. Pra mim, essa é a parte mais difícil se estar solteira.

Não me entenda mal, claro que existem vantagens. Eu sou feliz podendo fazer o que eu quiser quando eu quiser, feliz de não ter ninguém com quem me comprometer quando eu abro a Netflix, e de poder sair com meus amigos homens sem a culpa que eu imagino que haveria, se eu “pertencesse” a outra pessoa.

Com mais frequência do que eu gostaria, eu ainda me pego pensando: é só isso? Só eu, pra sempre? O que eu fiz de errado?

Eu adoro segurar os filhos dos meus amigos e ser chamada de “titia”, mas é um triste choque de realidade quando eles chamam “mamãe” e deixam os meus braços. É uma realidade dolorosa que eu me deite numa fria cama de casal, mesmo sem ninguém pra roubar meus cobertores. Eu anseio - e temo - pelo comprometimento de um relacionamento sério, de uma pequena família que seja minha.

Eu tentei sites de namoro, eu sou social, e eu falo com estranhos. Eu passei cinco anos na universidade onde tantos dos meus amigos encontraram e se apaixonaram por seus parceiros. Eu fui a vários encontros, e já encontrei dúzias mais de homens, mas tão poucos chegam perto do tipo de pessoa com quem eu gostaria de passar minha vida. E se eles chegam, minha experiência diz que eles não estão disponíveis, pelo menos para mim. Com mais frequência do que eu gostaria, eu ainda me pego pensando (talvez meio melodramática): é só isso? Só eu, pra sempre? O que eu fiz de errado?

Eu não tenho certeza do que me diferencia dos meus amigos que não precisaram esperar (pelo menos não tanto quanto eu), mas eu ouço meu coração chorar nas noites mais solitárias dizendo que eu devo ter falhado de alguma forma. Elas são mais magras? Mais bonitas? Pessoas melhores? Será que elas fizeram escolhas melhores? Ou elas se contentaram com menos do que elas desejavam? Menos do que elas merecem? Será que eu só sou muito exigente?

Também não é como se eu nunca tivesse tido um relacionamento sério. Em todos menos um, eu fui quem se afastou. Me ofereceram amor e a esperança de um futuro juntos e eu fiquei com medo. Ou eu fui egoísta. Ou eu fui fria. Ou talvez eu tenha feito a coisa certa. A sensação é de que eu nunca vou saber.

Eu não consigo não sentir que o meu tempo está acabando. Eu frequentemente me sinto sozinha nesse mundo casal-cêntrico, mas eu tenho aprendido muito sobre mim mesma. Se você está tendo dificuldades sobre estar solteiro(a), deixe seu contato abaixo. Alguém do nosso time vai contactar você sem demora. Você pode se sentir solitário, mas você não está sozinho.