A Paternidade Solitária

Eu cresci em uma casa sem uma figura paterna. Eu sou fruto de uma traição, o que significa que nosso relacionamento foi mantido em segredo por muitos anos. Eu o via algumas horas por semana, mas nunca era nada além de camaradagem. Quando entrei no ensino médio, fiz escolhas de vida bem ruins que mais tarde evoluíram para o vício em drogas e álcool e promiscuidade sexual. Isso durou mais de uma década.

Logo depois de completar 30 anos, tive uma filha com uma mulher que mal conhecia.

Nossa relação foi complicada desde o início, em todas as frentes. Houve batalhas judiciais cruéis, montanhas-russas emocionais e o constante pensamento de “como vou fazer isso?”.

Tudo o que eu queria era ser pai e dar à minha filha o amor e a atenção paternais que eu nunca recebi. A mãe dela foi premiada com a custódia primária quando minha filha ainda era pequena, e apesar de eu ter conseguido permissão para ter tempo com ela durante a semana e a cada dois finais de semana, eu não tinha certeza de como me sentia sobre isso. A vida era um borrão. Eu estava à beira de outra recaída (e, por fim, caí no vício de novo) e perdi todo o parâmetro de quem eu era como pessoa.

Houve batalhas judiciais cruéis, montanhas-russas emocionais e o constante pensamento de “como vou fazer isso?”

Eu penei como pai no começo da vida da minha filha. Eu ainda estava fazendo escolhas imprudentes, como beber e transar sem responsabilidade. Sua mãe e eu estávamos constantemente em desacordo, e a grana era curta. Alguém tinha que ceder – e rápido.

Como a mãe da minha filha e eu quase nunca nos falávamos, eu tinha que descobrir sozinho as particularidades da paternidade, como administração do tempo, troca de fraldas, alimentação e interação com minha filha. Apesar de eu não ter tido um modelo enquanto crescia, peguei o jeito muito rápido.

Pouco antes da minha filha completar um ano, fiz uma mudança de 180 graus na minha vida. Cresci na minha fé recém-encontrada, passei a caminhar com um grupo de homens que estavam tendo sucesso como pais e, por fim, iniciei um grupo de apoio para pais solteiros. Não me entenda mal, a vida ainda era difícil... Mas, finalmente, pude ver a luz no fim do túnel! Com o passar dos anos, cresci em várias áreas da minha vida.

Minha fé foi fortalecida, fiquei sóbrio de vez e encontrei um emprego fixo. Fechei as portas da minha vida que precisavam ser fechadas, e outras ótimas se abriram! Comecei a me dedicar para ser um pai incrível e aprendi com meus erros ao longo do caminho.

Hoje, minha filha e eu temos um relacionamento fenomenal. E mesmo que eu não tenha a guarda primária, ainda sou o Pai. Eu passei por alguns momentos horríveis, e apesar de muitos desafios ainda persistirem, estou confiante de que estou mais do que pronto para lidar com eles e criar minha filha do jeito que eu deveria. Você é um pai solteiro que está lutando com os desafios que acompanham essa realidade – seja lidar com a mãe, ser um bom pai ou encarar a perda? Um de nossos mentores adoraria conversar mais com você e caminhar ao seu lado. Por favor, preencha o formulário de contato abaixo.