É Tempo de Acertar as Contas

Escolhas estúpidas podem ter consequências por um longo tempo.

Quando fui para a universidade, fiz um empréstimo estudantil de $25.000 para conseguir estudar na instituição particular que havia escolhido. Foi lá que conheci meu marido, um adorável canadense, que também fez empréstimos para pagar as mensalidades. Adicione algumas dívidas de cartão de crédito e alguns empréstimos de nossa família e, quando nos casamos, tínhamos mais de $95.000 em dívidas. Quando saímos da universidade, com um de nós empregado em meio período, começamos a sentir a pressão. Cometemos o erro de pedir um cartão de crédito para “tampar os buracos” e logo o estouramos. Porque estava usando um cartão de crédito, senti que poderia “esconder” as compras lá, em vez de me impor um limite.

Um dia, um pneu do nosso carro estourou e fui avaliar quanto custaria substituí-lo. Recebi um baixo orçamento (menos de $500), mas sabia que não podíamos pagar. Sentei-me no carro no estacionamento e chorei quando contei ao meu marido a notícia. Não tínhamos dinheiro e estávamos com um cartão de crédito estourado, então não conseguimos um pneu novo. Nós dirigimos com um estepe que tínhamos em nosso porta-malas por anos. Toda vez que eu dirigia nosso carro eu me sentia pobre.

Eu me sentia presa e incapaz de controlar meu dinheiro. Ele estava me controlando.

Eu sabia que naquele momento estávamos em apuros. Nós tínhamos que sair daquela situação. Deu o que tinha que dar. Não tínhamos todas as respostas, apenas o fato de que eu me sentia horrível sempre que tinha que pagar por qualquer coisa, e estava constantemente gastando mais do que precisava. Eu me sentia presa e incapaz de controlar meu dinheiro. Ele estava me controlando.

Tomamos a difícil decisão de parar de usar nosso cartão de crédito e passamos a usar somente dinheiro. Foi duro, mas começamos a quitar o cartão gradualmente. Levamos seis meses para pagar $1.500, o que parecia muito na época. Nós estávamos rastejando lentamente para fora do buraco que cavamos para nós mesmos, e ainda estamos avançando devagar em direção à linha de chegada. Eu penso sobre a nossa dívida todos os dias e muitas vezes sinto que nunca vamos pagar tudo. Foram quatro anos nos sentindo presos e colocando todo o nosso dinheiro extra na nossa dívida, e neste momento não posso me imaginar livre do peso deste fardo.

Se você se sente preso(a) por suas finanças e não sabe como sair, fale conosco. Você não está sozinho(a). Se quiser conversar, estamos aqui para você. Não precisa carregar o peso sozinho(a).

Crédito de la foto: Thomas Leuthard