Minha Vida Parou

Eu sempre fui motivado e entusiasmado. No dia 5 de outubro de 2010, eu tive minha primeira concussão durante um jogo de vôlei. Fui levado de ambulância para a sala de emergência, onde me disseram para ir para casa e tomar um Advil. Foi a primeira das sete concussões.

Eu ignorei os sintomas por vários meses, até que as dores de cabeça se tornaram tão insuportáveis que nenhuma quantidade de medicação aliviava a dor. Tive que abandonar a faculdade. Eu não estava me saindo bem no trabalho. Ficava horas apenas sentado em um porão escuro.

Passei os dois meses seguintes entrando e saindo de consultórios médicos – especialistas, neurologistas e terapeutas. Ninguém tinha certeza do que estava acontecendo. Finalmente, alguns especialistas começaram a considerar a possibilidade de eu estar com câncer no cérebro.

Isso me deixou arrasado.

Eu nunca contei a ninguém. Eu mentia continuamente sobre como eu estava. Jamais admiti isso, mas eu estava um caco. Um dia, eu estava dirigindo para casa, tarde da noite, e tentei desviar meu carro de um caminhão, que vinha na direção contrária, mas eu não conseguia virar o volante. Eu tinha duas mãos tentando tirar meu carro da direção do caminhão, mas nada aconteceu. Nós “tiramos um fino” um do outro.

Passei dois meses entrando e saindo de consultórios médicos. Ninguém tinha certeza do que estava acontecendo. Finalmente, alguns especialistas começaram a considerar a possibilidade de eu estar com câncer no cérebro.

Uma semana depois, eu estava no meu quarto dominado pela ideia de morrer de câncer no cérebro aos 18 anos. Queria poder eu mesmo resolver a situação. Então, pela segunda vez em uma semana, tentei me suicidar. Eu ia colocar a boca no cano de descarga do meu carro, mas não consegui encontrar nenhuma das minhas chaves. Mais tarde, encontrei as duas bem em cima da minha mesa de cabeceira. Eu não contei a ninguém sobre isso por vários meses.

Após dois suicídios fracassados ​​e a notícia de que eu não tinha câncer, continuei com a minha vida. Devo dizer que tentei continuar com o que restou da minha vida. Qualquer coisa que eu valorizava e realmente apreciava, como completar meu curso universitário, praticar esportes e passar tempo com meus amigos, era extremamente afetada pela minha saúde.

Naquele verão, eu tive mais duas concussões. A dor piorava de novo. Meus pais continuaram sugerindo que algumas pessoas viessem orar por mim. Eu não estava muito interessado nessa ideia, mas por causa da persistência dos meus pais, eu finalmente concordei. Eles também me ajudaram a afastar muitas ideias erradas em que comecei a acreditar sobre mim mesmo. Eu estava muito estressado sobre o quão inútil eu me sentia. Não muito tempo depois, toda a minha dor e sintomas desapareceram. Eu não sou capaz de explicar o que aconteceu.

Eu sei que passar por uma adversidade ajuda a moldar nosso caráter, mas saber isso não ajuda muito quando você está bem no meio dela. Se você está afastado por problemas de saúde, não precisa enfrentá-lo sozinho(a). Use o formulário abaixo para entrar em contato.